A família da lafaitense Silvilene Rocha, de 37 anos, assassinada na Bélgica, fez um alerta nesta quarta-feira (15) sobre golpes praticados por criminosos que usam o nome da vítima para pedir dinheiro. O irmão, Leonardo Rocha, afirmou que pessoas estão criando links e se passando por familiares nas redes sociais. Ao mesmo tempo, os parentes pedem apoio do governo brasileiro para acelerar o traslado do corpo ao Brasil, enquanto o Itamaraty informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Bruxelas.
Segundo Leonardo Rocha, qualquer campanha de arrecadação divulgada sem confirmação da família deve ser tratada com desconfiança. “Está surgindo vários links aí. Cuidado para não cair em golpe, porque isso não está partindo da gente”, afirmou. A orientação é que amigos e moradores de Conselheiro Lafaiete confirmem a autenticidade de qualquer pedido de doação antes de realizar transferências. Casos semelhantes costumam surgir em situações de grande repercussão e exploram a comoção provocada pela morte da vítima.
Além do alerta, a família solicita que o Ministério das Relações Exteriores intensifique as tratativas para viabilizar o retorno do corpo ao país. Leonardo relatou que a burocracia e os custos do procedimento aumentam o sofrimento dos familiares. Em nota, o Itamaraty informou que presta a assistência consular prevista para esse tipo de ocorrência e acompanha o caso junto às autoridades belgas.
Silvilene Rocha foi morta na madrugada de segunda-feira (13), na cidade de Marche-en-Famenne, na Bélgica. Um homem de 20 anos foi preso, confessou o crime e teve a prisão preventiva decretada. Outra brasileira ficou ferida no ataque e sobreviveu. A motivação do homicídio continua sob investigação das autoridades belgas, enquanto a audiência que decidirá a manutenção da prisão do suspeito está prevista para esta semana.
Leia mais: Justiça belga mantém preso suspeito por morte de lafaietense
