A Justiça da Bélgica decretou a prisão preventiva do homem de 20 anos que confessou o assassinato da mineira Silvilene Rocha, de 37 anos, natural de Conselheiro Lafaiete. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (13), em Marche-en-Famenne, quando a brasileira foi perseguida em via pública e morta com diversos golpes de facão. A companheira da vítima também foi atacada, sofreu ferimentos graves e permanece hospitalizada, sem risco de morte. O caso é tratado pelas autoridades como homicídio premeditado e tentativa de homicídio.
As investigações avançaram rapidamente após a análise das imagens do sistema de videomonitoramento da cidade. Quatro pessoas chegaram a ser detidas nas primeiras horas da apuração, mas três foram liberadas por falta de indícios de participação. O principal suspeito confessou o ataque durante o interrogatório e teve a prisão preventiva determinada por um juiz de instrução do Ministério Público belga. Peritos da polícia técnico-científica, um médico-legista e representantes da promotoria participaram dos levantamentos realizados no local do crime, enquanto a motivação do assassinato continua sendo investigada.
Além da dor provocada pela perda, familiares de Silvilene enfrentam dificuldades para trazer o corpo ao Brasil. Amigos próximos informaram que o processo de translado envolve uma série de procedimentos burocráticos entre autoridades belgas e brasileiras, além da emissão de documentos, autorizações consulares e altos custos. A família busca apoio para viabilizar o retorno do corpo a Lafaiete, onde deverá ocorrer o velório e o sepultamento. Até o momento, não há previsão oficial para a conclusão dos trâmites.
