Após a repercussão da nota divulgada pela Associação Só Amor sobre a proibição da entrega de sopa dentro da UPA 24 Horas de Conselheiro Lafaiete, a direção da unidade esclareceu nesta sexta-feira (08), como funciona a distribuição de alimentos no local.
O diretor Giovanni Max de Assis Pereira afirmou que a medida não tem relação com impedimento ao trabalho solidário realizado há mais de 13 anos pelo grupo. Segundo ele, a UPA reconhece a importância da ajuda humanitária prestada às pessoas que passam horas aguardando atendimento médico e fez questão de destacar respeito pela ação desenvolvida pela associação.
O diretor reforçou que pacientes e acompanhantes continuam autorizados a buscar a sopa distribuída na área externa da UPA. Segundo ele, os integrantes da Associação Só Amor podem entrar na unidade para avisar sobre a entrega dos alimentos do lado de fora, mantendo o trabalho solidário sem descumprir os protocolos internos da instituição. A orientação foi repassada à equipe da portaria e aos funcionários da empresa responsável pelo setor
Giovanni afirmou que apoia o voluntariado e ressaltou que iniciativas solidárias fazem diferença para pacientes e acompanhantes em momentos difíceis. Ele disse que, como vicentino, entende o valor do acolhimento e da solidariedade. No entanto, explicou que a direção da unidade também possui responsabilidade sobre os protocolos internos de segurança alimentar. Por esse motivo, a entrada de alimentos para distribuição dentro da UPA segue restrita por determinação de uma circular interna. Ainda segundo o diretor, a regra já era de conhecimento da presidente da antiga diretoria da associação.
De acordo com a circular, pacientes em observação recebem alimentação fornecida pela própria unidade, incluindo café da manhã, almoço, lanche e jantar. Pacientes que permanecem por mais de seis horas consecutivas na sala de medicação também passam a ter direito às refeições oferecidas pela UPA, sempre com autorização médica. Já os acompanhantes devem realizar as refeições fora da unidade, com exceção de acompanhantes de idosos e pessoas com deficiência. A direção informou que as normas buscam evitar riscos que possam comprometer exames, tratamentos e medicações.
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