A decisão de impedir a entrada dos voluntários da Associação Só Amor na UPA de Conselheiro Lafaiete provocou reação nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o acolhimento oferecido a pacientes e acompanhantes que passam horas na unidade. Em nota publicada nesta semana, o grupo informou que foi proibido de continuar servindo sopa no local, ação realizada há mais de 13 anos de forma voluntária. A entidade afirmou que o trabalho sempre ocorreu com organização, responsabilidade e foco em ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o atendimento médico.
A Associação Só Amor declarou ter recebido a medida com tristeza e pediu diálogo para que o serviço solidário seja retomado. Segundo a nota, muitas pessoas atendidas na UPA permanecem longos períodos na unidade sem condições de sair para se alimentar. O grupo destacou que a distribuição da sopa representava acolhimento em momentos difíceis, principalmente durante madrugadas e períodos de maior espera por consultas e procedimentos.
A repercussão ganhou força após relatos de moradores nas redes sociais. Uma usuária afirmou que, ao longo de tratamentos de saúde, aguardava a chegada da sopa e do café da manhã servidos pelos voluntários. Ela descreveu a ação como “carinho em forma de alimento” e questionou os motivos da proibição. Outra moradora criticou o tempo de espera na unidade e perguntou se a administração municipal irá oferecer algum tipo de alimentação às pessoas que permanecem horas aguardando atendimento sem dinheiro para comprar comida ou transporte.
Outros comentários classificaram a decisão como “absurda” e defenderam a continuidade do projeto social. Até o momento, não houve posicionamento oficial da administração da UPA ou da Prefeitura de sobre os motivos da restrição à entrada dos voluntários. O caso ampliou o debate sobre assistência humanitária em unidades públicas de saúde e sobre o suporte oferecido a acompanhantes e pacientes durante períodos prolongados de espera.
