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Corte de árvores na Marechal expõe falhas e gera críticas do Codema

15 de dezembro de 2025
in Destaque, Lafaiete
Corte de árvores na Marechal expõe falhas e gera críticas do Codema

Recentemente mais de 30 árvores foram cortadas na Marechal

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A supressão de aproximadamente 30 (trinta) árvores na rua Marechal Floriano, em Conselheiro Lafaiete, abriu novo episódio envolvendo poder público, conselho ambiental e moradores. A ação, conduzida pela Prefeitura por meio do Departamento Municipal de Meio Ambiente, ocorreu sem consulta prévia ao Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente – Codema, órgão que embora não seja o responsável pela determinação de cortes, historicamente é chamado a opinar em intervenções de grande impacto urbano.

Moradores das imediações lamentam os cortes

O vice-presidente do Codema, Ricardo da Rocha Vieira, o Pardal,  afirma que o conselho não teve acesso à ordem de serviço nem às justificativas técnicas que embasaram a retirada das árvores. Embora reconheça que a competência legal para autorizar a supressão é exclusiva do Executivo municipal, ele avalia que decisões dessa magnitude costumam ser compartilhadas com o Codema, inclusive para garantir transparência e divisão de responsabilidades.

Segundo Pardal, o impacto vai além da paisagem. Há efeito visual, emocional e ambiental.  Cada árvore, ressalta, possui características próprias e deveria ter sido avaliada individualmente. Para o conselheiro, determinar o corte generalizado por causa de casos pontuais é uma medida desproporcional.

Ricardo cita como exemplo uma árvore de grande porte que apresentava problemas estruturais e chegou a provocar queda de galhos sobre veículos, situação que justificaria a supressão por risco à segurança. O erro, na avaliação dele, está em usar episódios isolados para eliminar todas as árvores da via, inclusive exemplares saudáveis, sem histórico de risco.

Àrvore derrubada havia sido plantada há mais de 40 anos

Outro ponto sensível envolve a possível presença de ipê-amarelo entre as árvores marcadas. A espécie é símbolo de Minas Gerais e possui proteção legal específica, sendo considerada imune de corte, salvo em situações excepcionais, que exigem justificativa formal e análise pelo Codema. A ausência desse procedimento levanta dúvidas sobre a legalidade da ação.

O Ministério Público foi acionado e recomendou a suspensão temporária da supressão para apurar se a medida atende aos acordos e às normas ambientais vigentes. A interrupção busca esclarecer critérios técnicos, avaliar alternativas e garantir que a legislação seja cumprida. ‘Fizemos uma recomendação à Prefeitura para que suspenda imediatamente esses cortes, até que demonstrem a legalidade dessas medidas que estão sendo efetuadas. São árvores de grande porte, e é preciso então que haja uma comprovação por parte do Poder Público Municipal da necessidade do corte e da obtenção das licenças cabíveis. Nós fizemos a recomendação de suspensão e requisitamos à Prefeitura que nos passe as informações para que a gente possa avaliar a situação”, afirmou o promotor, Dr.Glauco Peregrino.

A expectativa agora é por respostas oficiais, transparência e diálogo, antes que decisões irreversíveis sejam tomadas.

Leia mais: Árvores são derrubadas e críticas crescem na Marechal Floriano

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