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Audiência na ALMG alerta para risco de colapso do SAMU em Minas

18 de agosto de 2025
in Gerais
Audiência na ALMG alerta para risco de colapso do SAMU em Minas

Arquivo ALMG/ Foto: Guilherme Dardanhan

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A situação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Minas Gerais voltou a ser tema de preocupação. Na quinta-feira (14/08), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou audiência pública, a pedido do deputado Doorgal Andrada (PRD), para discutir os entraves no custeio e as condições de trabalho dos profissionais que atuam no serviço.

Consórcios intermunicipais de saúde denunciaram que os repasses federais estão congelados há três anos, o que pressiona os cofres do Estado e dos municípios. O modelo de financiamento do SAMU prevê que a União arque com 50% das despesas, enquanto estados e municípios dividem igualmente os outros 50%.

Foto: Gabriel Nascimento/ALMG

No entanto, em Minas Gerais, o Estado vem assumindo 63% do custeio, segundo o subsecretário estadual de Acesso a Serviços de Saúde, Renan Guimarães. “Estamos expandindo o SAMU em Minas, mas o financiamento está desequilibrado. Precisamos do apoio e do reconhecimento do governo federal para compor esse custeio”, afirmou Guimarães.

A pressão por reajuste não é recente. Em julho, dez consórcios que operam o SAMU em cerca de 800 municípios mineiros, incluindo Conselheiro Lafaiete e região, alertaram para o risco iminente de paralisação caso não houvesse negociação com o governo federal ou estadual.

Além da defasagem orçamentária, a valorização profissional também preocupa. Condutores socorristas denunciam salários que giram em torno de R$ 1.600, valor bem abaixo do piso pago a motoristas com habilitação categoria D no Estado, que é de aproximadamente R$ 2.600. “Estamos mil reais abaixo da média de um motorista em Minas. Não há reconhecimento da função de socorrista”, criticou o condutor Arnaldo Mendes.

Em maio, profissionais do CISRU (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Centro Sul) já haviam denunciado a precarização das condições de trabalho e alertado para a possibilidade de greve. Segundo Denis Arantes, secretário-executivo do consórcio da macrorregião Sudeste, a falta de reajuste atinge diretamente a manutenção de ambulâncias, compra de insumos e recomposição salarial.

Criado há mais de 20 anos, o SAMU é considerado essencial para o atendimento rápido em casos de urgência e emergência, mas enfrenta hoje um cenário de subfinanciamento e sobrecarga sobre os municípios mineiros.

Leia mais: https://fatoreal.com.br/2025/07/02/samu-pode-paralisar-atividades-por-falta-de-repasses-federais/

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