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SAMU pode paralisar atividades por falta de repasses federais

Serviço que atende Conselheiro Lafaiete está ameaçado

2 de julho de 2025
in Destaque, Lafaiete
SAMU pode paralisar atividades por falta de repasses federais

Foto: Ilustração

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Minas Gerais pode paralisar as atividades nos próximos dias. O alerta vem dos dez consórcios de saúde que operam o serviço em cerca de 800 municípios do estado, incluindo Conselheiro Lafaiete e região, atendidos pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Urso (CISRU).

As entidades deram prazo até a próxima terça-feira, 8 de julho, para que o Ministério da Saúde ou o Governo de Minas inicie negociações para garantir a estabilidade financeira do serviço. Caso contrário, há risco iminente de paralisação.

Em ofício enviado ao Ministério da Saúde, os consórcios denunciam um rombo estimado em R$ 56,8 milhões no custeio do SAMU em 2025. A situação, segundo os gestores, inviabiliza a continuidade do serviço, que funciona de forma tripartite, com repasses dos governos federal, estadual e municipais.

De acordo com os consórcios, o maior problema está nos repasses federais: o Ministério da Saúde, que deveria arcar com 50% do custeio, tem contribuído com valores entre apenas 8% e 40% do acordado. O restante acaba sendo arcado, de forma desequilibrada, pelos municípios e pelo governo estadual.

Além da instabilidade orçamentária, cerca de 2 mil condutores socorristas em todo o estado cobram valorização profissional. Em maio, profissionais da base de Conselheiro Lafaiete denunciaram a precarização das condições de trabalho, destacando salários base de apenas R$ 1.500 e falta de estrutura adequada. Eles afirmam que a situação é insustentável.

Durante visita a Minas Gerais em 16 de junho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi questionado sobre a falta de repasses. Embora tenha se comprometido a apurar os dados apresentados pelos consórcios, ele negou a existência de um valor mínimo obrigatório de repasse por parte da União. Com a falta de recursos, a pressão da categoria e o silêncio do governo federal sobre uma solução imediata, o atendimento de urgência pré-hospitalar no Estado de ser afetado, comprometendo a assistência a milhares de pessoas em situação de emergência.

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