A comunidade da escola Pacífico Vieira, em Lafaiete, demonstra que assim como ocorreu em 2022, continua contra o processo de municipalização do educandário.
Nesta semana, após tomarem conhecimento do projeto de lei que está aos cuidados dos vereadores de Lafaiete, profissionais que atuam na Escola Estadual Pacífico Vieira, pais, responsáveis e alunos fizeram uma manifestação.
No projeto da Prefeitura de Lafaiete está o desejo de adesão ao projeto “Mãos Dadas”, criado por Zema em 2021, e que prevê a absorção das matrículas das escolas estaduais Oswaldo Pinto da Veiga, Marechal Humberto de Alencar Branco e absorção de matrículas dos anos finais da escola estadual Pacífico Vieira.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação, o Sind-UTE de Lafaiete já se manifestou radicalmente contra o projeto. Segundo Elizete Maria Aparecida Barros, coordenadora do Sind-UTE Subsede Conselheiro Lafaiete, se o projeto de lei, que está tramitando na Câmara Municipal for aprovado causará sérias, danosas e irreversíveis consequências.
“Esse projeto autoriza o prefeito Mário Marcus a fazer um convênio com a Secretaria de Estado da Educação, que é a adesão ao projeto chamado Mãos Dadas. Esse projeto é do Governo Zema, que está tentando implantá-lo a anos, e que na prática significa repassar para os municípios a responsabilidade pela oferta das matrículas no Ensino Fundamental e ficar apenas com o Médio. Lembrando que, o Mãos Dadas não foi aprovado em 2021. Zema não conseguiu a aprovação do mesmo na Assembleia Legislativa. Ele foi arquivado e por isto, ele não existe. Com a insistência desse governador, o prefeito quer municipalizar três escolas estaduais da nossa cidade: Pinto da Veiga, Pacífico Vieira e Castello Branco. Se a municipalização for concretizada, os estudantes, os pais, a comunidade escolar e educadores serão seriamente prejudicados. O valor que o Estado está oferecendo para incentivar a municipalização, de fato, é uma verdadeira enganação. O Município quer pegar mais responsabilidade? Não consegue atender as questões da categoria dos profissionais da educação das escolas municipais e nem consegue ampliar o atendimento da educação infantil. Tem hora que é até difícil acreditar que ele, Mário Marcus, esteja falando sério, concluiu a dirigente sindical.

Uma audiência pública será realizada na Câmara de Vereadores no dia 18 de setembro às 19 horas para debater o assunto. Entre os convidados está a deputada estadual Beatriz Cerqueira.
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