Após tornar pública a situação divulgada Fato Real, mães que relataram que os filhos estão sem o transporte escolar reuniram-se nesta quinta-feira 16/02 com o procurador municipal, Cayo Noronha, e os vereadores Damires Rinarlly e Erivelton Jayme.
As crianças, tanto as matriculadas na rede estadual quanto na municipal de ensino, estão sem transporte escolar por um entrave gerado pelo fato da cooperativa que venceu a licitação, não oferecer o serviço.
Ao término da reunião, a presidente da Associação de Mães Unidas pelas Pessoas com Deficiência (AMUPD), Rafaela Santos, disse ter sido informada de que a Procuradoria do Município já notificou oficialmente a empresa Cooperlafer para que se posicione no prazo máximo de cinco dias úteis.
Extraoficialmente, a justificativa da cooperativa é que não dispõe de carro nem motorista para transportar os alunos de acordo com a rota necessária. Não está descartada a hipótese de o Município promover uma relicitação para encontrar uma empresa em condições de atender aos estudantes. A expectativa é de que uma solução seja encontrada para que as crianças tenham condução para ir à escola na próxima quinta-feira (23) primeiro dia útil após o Carnaval.
Sugestões
Segundo Rafaela Santos, alternativas chegaram a ser sugeridas, como a utilização de um ônibus da Prefeitura ou carro com motorista. Porém, foi considerada inviável porque, tecnicamente, os motoristas do Município não são contratados para esse tipo de serviço, caracterizando desvio de função, e um ônibus poderia não conseguir circular pelas vias estreitas de algumas localidades.
O Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência também acompanha o desenrolar do impasse, assim como o Ministério Público.
