A Associação de Mães Unidas pela Pessoa com Deficiência de Conselheiro Lafaiete (AMUPD-CL) denuncia a falta de transporte escolar para atender às crianças com mobilidade reduzida. Segundo a presidente da entidade, Rafaela Santos, as crianças estão sem transporte escolar na cidade desde o início do ano letivo, tanto na rede estadual quanto na municipal de ensino. Crianças e adolescentes da zona rural, mesmo tendo o direito garantido por lei, estão enfrentando o mesmo problema, segundo ela.
Em contato com o Portal de Notícias Fato Real, Rafaela disse ter recebido informações de que o entrave diz respeito à cooperativa que venceu a licitação do transporte escolar, mas não se apresentou para prestar o serviço. Porém, diz ter comunicado oficialmente a posição à Prefeitura através de e-mail. Ainda assim, a cooperativa acrescentou que está buscando uma maneira de ajudar.
Segundo Rafaela Santos, algumas mães chegaram a pagar do próprio bolso pelo transporte escolar nestes primeiros dias de aula, mas não têm condições de arcar com a despesa indefinidamente. Além disso, as mães se queixam de desobediência às prioridades definidas no zoneamento escolar. Elas dizem ter sido prejudicadas no direito de matricular os filhos na escola mais próximo da residência, como preveem as regras do zoneamento.

O Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência também recebeu a denúncia e acompanha a situação. A presidente, Rosilene Bandeira disse ao Fato Real que a entidade está tentando obter o apoio do Ministério Público e do Poder Legislativo lafaietense para encontrar uma solução imediata: “Queremos que sejam respeitados os direitos das crianças com deficiência, principalmente os alunos da rede municipal. Com este objetivo, convidamos os pais e responsáveis a se engajarem de vez nessa luta e estar conosco hoje à noite na Câmara Municipal. Vamos aproveitar a reunião com os vereadores para aprofundar o diálogo com eles. A presença de cada uma das mães na Câmara fará o Poder Público saber que estamos unidas e vamos lutar pelos direitos das nossas crianças. Desta forma estaremos fortalecendo, tanto o Conselho Municipal, quanto a Associação de Mães”, conclamou a presidente do Conselho Municipal de Defesa das Pessoas com Deficiência.
