18 de maio é o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O objetivo é incentivar ações e orientar de forma a contribuir com a diminuição de casos que ocorrem. Algo extremamente necessário ao levarmos em consideração os dados estatísticos divulgados pela UNICEF e pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Foram 18.681 registros contabilizados entre janeiro e dezembro do ano passado. Em 2022, nos primeiros cinco meses do ano, já foram registradas 4.486 denúncias.
A grande maioria das vítimas de violência sexual é menina, cerca de 80%. Entre elas, a maioria sofre de abusos entre os 10 e 14 anos de idade, sendo 13 anos a idade mais frequente. Para os meninos, o crime se concentra na infância, especialmente entre os 3 e 9 anos de idade.
O perigo está por perto
A promotora de Justiça Drª Aléssia Alves de Alvarenga Santa Bárbara conversou com o Fato Real sobre o assunto. A promotora, que atua na área da família em Conselheiro Lafaiete, destacou que na maioria dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, os abusadores são pessoas próximas. E pede para que as famílias se mantenham alertas para a possibilidade do crime: “Às vezes a gente tem um parente, um irmão, um tio, um primo ou prima de uma criança que a gente dá toda a liberdade para estar com a criança, inclusive desacompanhado, acreditando que apenas o laço parentesco vai livrar aquela criança de qualquer abuso, mas muitas pessoas têm desvios e distúrbios que induzem essas pessoas a tais práticas. […] Hoje em dia, os pais e mães precisam sair para trabalhar fora e deixar a criança ou adolescente sobre o cuidado de outras pessoas. Então é sempre importante que as crianças e adolescentes estejam com pessoas confiáveis e idôneas. É preciso buscar saber onde a pessoa trabalhou, qual a vida que a pessoa teve e observar os comportamentos dela”, ressalta Aléssia Alves de Alvarenga.

Diversos casos de abusos de menores ocorrem em Lafaiete e região. Após denúncia são investigados e a busca por autores levam à Justiça e possibilita um recomeço de vida para as vítimas. O trabalho desenvolvido propicia um ambiente também para que as vítimas se sintam seguras para denunciar. Caso, por exemplo, de uma adolescente que era filmada e abusada pelo padrasto. Em uma roda de conversa, a menor se sentiu acolhida para denunciar o crime.
Denuncie
Qualquer pessoa pode e deve denunciar casos de abuso contra crianças e adolescentes. Caso qualquer abuso seja constatado, é preciso que os pais e responsáveis pelas crianças busquem auxílio. A ajuda pode ser obtida no Conselho Tutelar (telefone em Lafaiete: 3769-2606), Delegacia de Polícia (3769-1200) ou no Ministério Público (3763-8088).
Casos
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