Na última semana o Fato Real publicou, e foi amplamente divulgada, em redes sociais a história de violência sofrida pro dois animais em Congonhas. Um homem e suspeito de atirar em dois cães. Um veio a óbito e o outro ficou gravemente ferido.

Em depoimento, o suspeito disse que teria atingido os animais com uma barra de ferro, no entanto, o tipo de ferimento causado nos cães sugere outro tipo de agressão, possivelmente por projéteis de arma de fogo.
O cão sobrevivente ficou gravemente ferido. O objeto que perfurou o crânio do cão passou a cerca de 1cm do cérebro, o que evitou a morte imediata.
O veterinário que atendeu o animal, Renato Moreira, do Hospital Veterinário São Francisco, em Conselheiro Lafaiete, conta que o cãozinho foi transferido para a unidade porque precisava de um atendimento em um local com estrutura mais adequada: “Ele chegou bem apático. Não estava respondendo aos estímulos, principalmente ao toque. E foi evidenciada uma perfuração no crânio, possível trauma de talvez um projétil de arma de fogo ou de carabina de pressão. Porque tinha entrado na região da nuca e saído na região do osso frontal” explica.

“Totó” chegou com os parâmetros vitais normais, mas estava em choque. Junto com o trauma, houve um prolapso (deslocamento) do globo ocular. Os veterinários anestesiaram o animal e fizeram a reconstituição de pele para evitar infecções bacterianas. O globo ocular foi reposicionado, como uma medida de emergência. No futuro será feito uma nova avaliação e, possivelmente, será necessária a retirada do globo ocular.
Durante o tempo em tratamento, o cão precisou do uso de antibióticos e de remédios para dor. “Tivemos bastante sucesso. Ele teve alta, se não me engano, cinco dias após [o trauma]. Não 100% mas em condições de ser acompanhado em casa” pontua o veterinário Renato Moreira. O cão recebeu alta na terça-feira (20).

Foi solicitado um retorno para reavaliação da questão do globo ocular do cão, e do crânio, que sofreu perda de fragmentos dos ossos e precisará ser acompanhado para descobrir se uma cirurgia de reconstrução é necessária.
