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Vereadores derrubam veto de prefeito a projeto apesar de inconstitucionalidade

8 de agosto de 2019
in Política
Vereadores derrubam veto de prefeito a projeto apesar de inconstitucionalidade
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Os vereadores de Conselheiro Lafaiete voltaram a se reunir na noite desta quarta-feira (07/08) em sessão ordinária. A principal discussão da noite voltou a girar em torno do veto do prefeito Mário Marcus ao Projeto de Lei de autoria do vereador Professor Oswaldo (Progressistas), que propõe a emissão de carteirinha de identificação ou contendo informações para pessoas com  deficiência, A proposta havia sido retirada de pauta na sessão da véspera.

Inconstitucional

Chico Paulo e Pedrinho votaram pela manutenção do veto

A votação de ontem foi polêmica e surpreendente. Ao término de uma reunião nos bastidores, a maioria dos vereadores votou pela derrubada do veto do prefeito,e á favor do  projeto. A surpresa foi pela postura dos dois vereadores do PT, Pedro Américo e Chico Paulo, que se posicionaram favoravelmente ao veto. Os petistas argumentaram que estavam votando de acordo com o que determina a Carta Magna brasileira e sustentaram a tese defendida por Mário Marcus, segundo a qual, da forma como foi apresentado, o projeto tornou-se inconstitucional.

A justificativa foi criticada pelo líder do Executivo na Câmara, João Paulo Resende (DEM), o mesmo vereador que, no dia anterior, fora encarregado de ler em plenário as explicações do prefeito: “Os pareceres da Comissão de Legislação e Justiça e da Procuradoria desta casa foram contrários ao projeto. Em abril, o parecer da Comissão de Legislação e Justiça foi derrubado com os votos da maioria dos vereadores, dando andamento ao projeto. Então não venham com a justificativa de ilegalidade, pois todos votamos sabendo que era inconstitucional”.

Sandro José (PSDB) foi mais direto ao dizer que, apesar de saber da inconstitucionalidade, o voto de quem derrubou o veto era político e de conscientização: “Mesmo que, lá na frente, venham a derrubar a lei, que fique a consciência de que o voto que nós demos aqui foi um alerta de que é preciso ter consciência na busca de políticas públicas que sejam voltadas para as pessoas.. Se o prefeito quiser, que derruba esta lei e faça outra que contemple, dentro destas mesmas características, as necessidades que hoje nós observamos”.

Coerência

Petista reconhece a inconstitucionalidade do projeto

Em entrevista ao Portal de Notícias Fato Real, Silene Gonçalves, ex presidente do PT em Lafaiete e assessora parlamentar do vereador Chico Paulo, justificou a postura assumida pelos petistas na votação de ontem: “Esta matéria não é de competência do Legislativo; como ela gera custos para o Município, ela é reservada ao Executivo. Mesmo sendo dois vereadores de oposição ao governo, temos de fazer oposição coerente e apoiar quando o prefeito está correto. Achamos que a ideia do Professor Oswaldo foi brilhante, mas não é o vereador quem deve legislar sobre o assunto. O projeto teria que vir do Executivo para que o Legislativo o votasse”.

Silene Gonçalves afirmou que não se pode ir contra o que é legal apenas por medo da opinião pública. É preciso debater e esclarecer os motivos do voto e  advertiu que, se o prefeito insistir na manutenção do veto e a questão for submetida ao Ministério Público, a Câmara de Lafaiete será derrotada na esfera judicial. A assessora parlamentar rechaçou o argumento de que os vereadores fizeram um gesto político ao derrubar o veto mesmo sabendo da inconstitucionalidade da proposta: “Aqui dentro o vereador vota leis e as leis precisam respeitar a Constituição Federal. O tempo todo se reclama que, no Congresso Nacional, estão rasgando a Constituição e passando por cima de leis importantes. Se a gente quer mesmo ajudar, temos de fazê-lo, mas buscando os caminhos legais”.

Palavra do prefeito

O prefeito Mário Marcus confirmou ao Fato Real na manhã desta quinta-feira (08) que vai contestar judicialmente a decisão tomada ontem pelos vereadores, que derrubou o veto ao projeto. Mário Marcus frisou que não é contra a iniciativa e muito menos contra os direitos das pessoas com deficiência, porém, por uma questão legal, como está o projeto não pode ser sancionado.

O prefeito disse que vai junto a sua equipe jurídica estudar uma forma de tornar possível a viabilização da iniciativa de confecção das carteirinhas. “Não somos contra. Conversamos já com o professor Oswaldo e vamos estudar uma maneira que seja dentro da legalidade para que estas pessoas sejam beneficiadas”, afirmou ao Fato Real.

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