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Comandante militar pede que população aprenda a filtrar informações das redes sociais

Comandante militar pede que população aprenda a filtrar informações das redes sociais

11 de abril de 2023
in Destaque, Polícia
Novo Comandante assume hoje o 31º Batalhão da PM em Lafaiete

PM está atenta às questões ligado a segurança em escolas

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Diante do crescimento da difusão de informações sobre supostos planejamentos  de ataques a instituições de ensino, o comandante do 31º Batalhão da Polícia Militar recomendou à população que não acredite em tudo que lê, ouve e vê nas redes sociais. Segundo o Tenente-Coronel Jardel Eduardo da Silva, pessoas mal intencionadas se aproveitam de tragédias como a ocorrida em Blumenau para espalhar o clima de pânico: “A recomendação da Polícia Militar é que as pessoas não acreditem em tudo que está na internet. É preciso que as pessoas busquem outras formas de se informar para saber se aquela notícia é verdadeira e, se houver algum indício concreto, possam então acionar os responsáveis pela comunidade escolar e as autoridades do Município para que a situação chegue ao conhecimento dos órgãos de segurança”.

O militar, em entrevista à jornalista Gina Costa, também avaliou que algumas sugestões já propostas, como a instalação de detectores de metal e a presença de um policial dentro de cada escola, não surtiria o efeito desejado: “A Polícia Militar nem teria condições de colocar um policial em cada escola municipal, estadual e particular. Por isso é melhor que haja um trabalho integrado para que as informações cheguem rapidamente às polícias Militar e Civil, à Secretaria de Educação e à diretoria da escola, sem que haja a necessidade pura e simples da presença policial no local. Sobre detectores de metais, qualquer equipamento implantado para melhorar a segurança da instituição é positivo. Mas a comunidade precisa entender que isso, por si só, não resolve o problema se não houver o comprometimento integrado em prol da criação de um ambiente realmente seguro”.

O comandante explicou que, embora o detector de metais consiga, eventualmente, impedir o ingresso de uma arma na escola, por exemplo, o agressor pode se valer de um instrumento que já faça parte das atividades cotidianas da escola, seja a faca comumente manuseada na cantina ou qualquer outro objeto que pode ser facilmente arrebatado por mãos mal intencionadas. O Tenente-Coronel Jardel Eduardo da Silva reiterou que, se não houver o compromisso da comunidade em manter o ambiente seguro e oferecer informações que permitam aos órgãos de defesa agir de forma preventiva, o simples uso de equipamentos eletrônicos não será capaz de resolver o problema.

Leia também: 31ºBPM dá inicio a operação de proteção escolar.

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