A denúncia de agressão feita pela professora universitária, assistente social e servidora pública Thaíse Seixas após uma discussão política ganhou repercussão em Conselheiro Lafaiete e chegou à Ordem dos Advogados do Brasil. O presidente da 2ª Subseção da OAB, Rafael Pinheiro Ank, afirmou que a entidade foi procurada pela defesa da professora e colocou a estrutura da instituição à disposição para acompanhar o caso e buscar encaminhamentos junto às autoridades. A declaração foi dada à jornalista Gina Costa, durante o programa Manhã Regional, na rádio Íris.
Segundo os relatos tornados públicos, a agressão ocorreu no sábado (26), após uma discussão envolvendo divergências políticas e ideológicas. Thaíse Seixas, afirma ter recebido um soco no rosto, desmaiado após o golpe e, posteriormente, sido chutada. Imagens publicadas pela professora mostram ferimentos na região do olho e na perna . A outra parte teria alegado também ter sido agredida. As circunstâncias deverão ser apuradas pelas autoridades, com a oitiva dos envolvidos e análise das provas.
A publicação de Thaíse recebeu diversas manifestações de solidariedade nas redes sociais. A advogada e vereadora Damires Rinarlly pediu rapidez na apuração e responsabilização do agressor e defendeu mais acolhimento nas instituições. A vereadora Gina Costa também manifestou solidariedade. A postagem chegou à Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, diversas deputadas estaduais e federais e outras lideranças políticas e de lutas pelo direito das mulheres.
Atendimento à mulher entra no centro do debate
Thaíse afirma que teve dificuldades para registrar a ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e que precisou insistir para ser atendida. A OAB informou que a Comissão OAB Mulher poderá acompanhar a situação.
O episódio também levantou questionamentos sobre a estrutura disponível para atender mulheres vítimas de violência em Lafaiete. São relatadas dificuldades relacionadas ao atendimento especializado, necessidade de equipes preparadas para acolher vítimas e de espaços adequados para esse primeiro atendimento. A avaliação é que a falta de estrutura pode dificultar o acesso da mulher à rede de proteção.

O presidente da OAB/Lafaiete também citou a recente decisão do Supremo Tribunal Federal , que em 19 de agosto de 2026, decidiu que as medidas protetivas da Lei Maria da Penha podem ser aplicadas a toda forma de violência contra a mulher baseada no gênero, independentemente de ocorrer no ambiente doméstico, familiar ou em relação íntima de afeto. A decisão também reconheceu a proteção em situações de violência política contra a mulher.
Durante a entrevista, a jornalista Gina Costa, que também é vereadora, informou que em dezembro de 2025 foi destinada uma viatura , por meio da deputada federal Ana Pimentel, para a Delegacia das Mulheres de Lafaiete, mas por questões burocráticas junto ao Governo do Estado, até hoje o veículo não chegou a Lafaiete.
