O ex-delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Geraldo do Amaral Toledo Neto, de 54 anos, foi colocado em liberdade em 12 de setembro, após cumprir cerca de 11 anos de prisão pela morte de Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos. Condenado a 18 anos e nove meses por homicídio duplamente qualificado e fraude processual, ele deixou o sistema prisional em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por determinação judicial. O caso, ocorrido em 2013, teve grande repercussão em Ouro Preto, Conselheiro Lafaiete e outras cidades da região.
O crime ocorreu em abril de 2013, na estrada entre Ouro Preto e o distrito de Lavras Novas. Amanda, que mantinha relacionamento com Toledo, foi atingida por um disparo na cabeça durante uma discussão. A jovem foi levada para atendimento em Ouro Preto e posteriormente transferida para Belo Horizonte, onde permaneceu internada por cerca de 50 dias. Ela morreu em junho daquele ano e foi sepultada em Conselheiro Lafaiete. A versão apresentada inicialmente pela defesa, de que a adolescente teria tentado tirar a própria vida, foi contrariada pela perícia, que não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da vítima.
Novo capítulo após a saída da prisão
Toledo foi julgado em Ouro Preto em 2015 e condenado a 18 anos e nove meses de prisão. A soltura ocorreu depois de sua transferência do Presídio de Andradas para o Ceresp Contagem. Segundo a Sejusp, o alvará foi expedido pelo Poder Judiciário em 12 de setembro. Os detalhes da execução da pena são mantidos sob sigilo.
Nesta quarta-feira (23), outro desdobramento trouxe o caso novamente ao noticiário. A Secretaria de Estado de Educação determinou o afastamento de Toledo das atividades na rede estadual e abriu processo administrativo para apurar possível irregularidade na documentação apresentada para sua posse. Ele lecionava História na Escola Estadual Mendes de Oliveira, em Congonhal, no Sul de Minas. A pasta também informou que vai verificar sua situação funcional e contratos anteriores.
