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MPF processa Vale por danos ambientais em Congonhas

Ação cobra reparação dos impactos causados pelo extravasamento na Mina de Viga

18 de setembro de 2026
in Regional
MPF processa Vale por danos ambientais em Congonhas

Processo judicial aponta riscos ambientais após incidente ocorrido em janeiro.

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, na quarta-feira (16), uma ação civil pública contra a Vale, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o governo de Minas Gerais para reparar danos ambientais provocados pelo extravasamento de água e sedimentos na Mina de Viga, em Congonhas. O incidente ocorreu em janeiro de 2026 e atingiu cursos de água próximos à estrutura minerária.

Na ação, o MPF pede que a Vale custeie a contratação de uma auditoria técnica independente, sem conflito de interesses, para acompanhar as condições ambientais e a segurança operacional da mina. Segundo o procurador da República Eduardo Henrique de Almeida Aguiar, a medida é necessária para verificar a segurança das providências adotadas e a capacidade das instalações de suportar episódios de chuvas intensas.

Interdição e pedido de bloqueio

Após o extravasamento, uma vistoria da ANM identificou comprometimento da infraestrutura e ausência de comprovação da segurança operacional, o que levou à interdição total da mina. O MPF também solicitou o bloqueio de R$ 200 milhões da Vale como garantia para eventual reparação dos danos e pediu a suspensão da transferência de direitos minerários relacionados ao empreendimento.

Antes de recorrer à Justiça, o MPF informou ter realizado reuniões com a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e órgãos ambientais na tentativa de construir uma solução consensual. A mineradora, porém, não assinou o documento proposto.

Vale diz que não foi comunicada

Em nota, a Vale afirmou que ainda não tinha conhecimento da ação e declarou que continua tratando do assunto com o MPF para buscar uma composição extrajudicial. A empresa também informou que, após acordo firmado com o MPMG e o governo de Minas em agosto, mantém as medidas para recuperação da área em conjunto com os órgãos responsáveis.

A ANM informou que acompanha a situação e analisa o pedido de desinterdição da mina, com novas fiscalizações, avaliação de documentos técnicos e verificação do cumprimento das exigências feitas pela agência. O governo de Minas não respondeu aos contatos feitos até o fechamento da matéria.

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