A 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu, no domingo (07), em Congonhas, representantes de mais de 30 cidades em uma caminhada pelas ruas do município. A atividade levou ao espaço público reivindicações relacionadas à defesa de direitos sociais, justiça, moradia, proteção da terra e melhores condições de vida, com destaque para a defesa da vida e dos direitos das mulheres.
Com o lema “Na defesa da terra, da paz, da moradia, mulheres vivas e soberania”, o encontro começou às 7h, com acolhida e café partilhado na Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Após a abertura oficial, os participantes iniciaram, por volta das 9h, o percurso em direção ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Faixas e palavras de ordem marcaram a caminhada, que passou pelo Centro de Congonhas.
Caminhada termina com celebração religiosa

Entre as mensagens levadas às ruas estava a frase “Povo organizado jamais será pisado”, que sintetizou as reivindicações apresentadas durante o trajeto. A caminhada terminou na Praça da Basílica, onde foi celebrada uma Santa Missa. Durante a celebração, foram retomados os principais temas desta edição: terra, paz, moradia, defesa das mulheres e soberania.
Realizado tradicionalmente em 7 de setembro, o Grito dos Excluídos e Excluídas integra uma articulação nacional voltada à visibilidade de desigualdades e reivindicações de grupos e comunidades. Em Congonhas, a programação reuniu participantes de diferentes municípios da região e teve como uma das mensagens centrais a frase “Não gritar é negar o Evangelho!”.
Texto e fotos Milena Silva – Adaptado
