A qualidade do ar e a proteção da Serra do Pires concentraram os principais questionamentos feitos ao secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Lobo, durante a 29ª Reunião Ordinária da Câmara de Congonhas. Convocado pela vereadora Simônia Magalhães (PL), ele apresentou informações sobre a origem da poeira, medidas de controle da poluição e os impactos de atividades minerárias no município.
Segundo Lobo, cerca de 96% da poeira identificada em Congonhas tem origem em empresas instaladas na cidade. A secretaria realiza fiscalizações e cobra ações como umidificação de vias e aplicação de produtos para reduzir a dispersão de material particulado. O município também utiliza dados meteorológicos para identificar condições favoráveis à formação de nuvens de poeira e antecipar orientações às empresas.
Murtinho e Serra do Pires entram no debate
No bairro Joaquim Murtinho, os vereadores cobraram providências diante do aumento da poeira. A Secretaria de Meio Ambiente informou que pretende instalar um equipamento para monitorar a qualidade do ar na região e mantém diálogo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e autoridades de Conselheiro Lafaiete, devido à atuação de empresas próximas à divisa. A revitalização da Lagoa 2 também está em ajustes após sugestões dos moradores.

Na Serra do Pires, a proposta de criação de um Monumento Natural prevê a proteção de aproximadamente 207 hectares, com cavernas, espécies ameaçadas e cerca de 30 nascentes. Conforme o secretário, áreas sem licenciamento estadual para mineração deverão ser preservadas. Vereadores, porém, alertaram para possíveis impactos da expansão minerária sobre uma nascente que responde por cerca de 15% do abastecimento de água da comunidade local. Também foram cobradas medidas contra veículos de empresas que circulam com resíduos pelas vias e atenção à renovação da concessão da Copasa, especialmente em relação à cobrança pelo tratamento de esgoto.
