Minas Gerais registrou 1.987 mortes por suicídio em 2025, o segundo maior número absoluto do Brasil, atrás apenas de São Paulo. Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram ainda que o país chegou a 16.533 mortes no ano passado, uma média de 45 casos por dia. Em cinco anos, o número nacional cresceu 25,6%.
Quando a população é considerada, Minas também aparece acima da média brasileira. A taxa estadual foi de 9,29 mortes por 100 mil habitantes, contra 7,75 no país. Segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV), cada morte por suicídio está associada a dezenas de tentativas, o que amplia a dimensão do problema e reforça a necessidade de atenção aos sinais de sofrimento.
Setembro Amarelo reforça prevenção
A campanha Setembro Amarelo, realizada desde 2015 pelo CVV, pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina, amplia durante o mês a discussão sobre saúde mental e prevenção do suicídio. O atendimento público é organizado pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que contava com 402 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) habilitados em Minas Gerais no terceiro quadrimestre de 2025, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.
Mudanças importantes de comportamento, manifestações relacionadas à morte ou à falta de perspectiva e agravamento do sofrimento devem ser observados. O Ministério da Saúde orienta que a pessoa seja ouvida sem julgamentos e incentivada a buscar atendimento. Em situações de risco imediato, ela não deve ficar sozinha e os serviços de emergência devem ser acionados. A população pode procurar unidades básicas de saúde, CAPS, UPAs, prontos-socorros e hospitais. O Samu atende pelo 192. O CVV funciona gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia, além de oferecer atendimento digital.
