O Tribunal do Júri de Barbacena condenou, nesta terça-feira (18), Adilson Ambrósio dos Santos a 12 anos de prisão pela morte de Maria Lúcia Chagas. O julgamento ocorreu no Fórum de Barbacena e foi presidido pelo juiz Gustavo Vargas de Mendonça, da 1ª Vara Criminal da Comarca. O réu não compareceu à sessão, que terminou pouco antes das 15h. A defesa ficou a cargo da Defensoria Pública, representada pelo defensor Marco Aurélio Brazil, enquanto o Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Vinícius de Souza Chaves.
O caso começou a ser investigado em fevereiro de 2015, quando o corpo de Maria Lúcia foi encontrado sobre a linha férrea, no bairro São José. Natural de Ibertioga, ela mantinha um relacionamento com Adilson e, segundo a acusação, os dois viviam e trabalhavam em uma propriedade rural da região. Inicialmente, a ocorrência foi tratada como possível suicídio, mas a investigação da Polícia Civil apontou indícios de homicídio.
Corpo foi colocado sobre os trilhos
Segundo a denúncia do Ministério Público, o casal discutiu na noite de 12 de fevereiro de 2015, depois que Adilson chegou à residência sob efeito de bebida alcoólica. Durante o deslocamento pelas proximidades da ferrovia, ele teria aplicado uma gravata no pescoço de Maria Lúcia, provocando sua morte por asfixia. Em seguida, conforme a acusação, levou o corpo até a linha férrea e colocou a cabeça da vítima sobre o trilho.
Pouco depois, um trem que seguia de Juiz de Fora para Conselheiro Lafaiete atingiu o corpo. O maquinista relatou ter percebido uma pessoa sobre os trilhos e acionado a buzina e os freios, mas não conseguiu evitar o atropelamento. Exames periciais indicaram que as lesões causadas pela composição ocorreram após a morte da vítima. Durante a investigação, Adilson admitiu à Polícia Civil ter aplicado o golpe e colocado Maria Lúcia sobre o trilho, mas afirmou que não sabia que ela havia morrido.
