A Usina Gerdau Ouro Branco, maior operação da empresa no mundo, completa 40 anos de história com uma exposição aberta ao público em Belo Horizonte. Inaugurada na sexta-feira (14), no Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), na praça da Liberdade, a mostra reúne fotografias, registros históricos, obras de arte e depoimentos de colaboradores. A visitação segue até 13 de setembro, no salão principal do museu.
A exposição apresenta a trajetória da unidade desde a inauguração da então Açominas, em 1986, e destaca ciclos de investimentos, avanços tecnológicos e transformações que acompanharam a indústria do aço em Minas Gerais e no Brasil. A dimensão do empreendimento já chamava atenção antes mesmo da conclusão das obras. Em 1978, o então príncipe de Gales, Charles III, atual rei do Reino Unido, visitou o local durante sua primeira viagem oficial ao Brasil.
Arte e memória também fazem parte da mostra
A relação entre a usina, Ouro Branco e a cultura mineira aparece em réplicas de obras ligadas à história da unidade. Entre elas está “Janelas para o Futuro”, conhecida como “Bengalão”, de Amilcar de Castro, instalada na entrada da cidade e associada à chegada do aço e à transformação econômica da região.
Outro destaque é “O Forneiro”, de Paulo Marques, com concepção de Yara Tupinambá. A obra representa os trabalhadores pioneiros da indústria siderúrgica e permaneceu por quatro décadas na usina. Restaurada por Laura Fiorini e sua equipe, da Fiorini Ateliê de Restauração, a peça retorna à planta após o encerramento da exposição.
A programação também inclui um quiz interativo sobre a história da usina e a websérie “Retratos da nossa história”, com depoimentos de colaboradores de diferentes gerações. Os relatos mostram a participação de trabalhadores e famílias na construção da trajetória da unidade e na transformação da região.
