O primeiro debate entre candidatos ao governo de Minas, realizado pela Band Minas no domingo (16), expôs uma disputa ainda marcada por indefinições, confrontos pessoais e diferentes estratégias eleitorais. Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD) participaram do encontro em Belo Horizonte. O petista Patrus Ananias, que aparece entre os principais nomes nas pesquisas, não compareceu.
Crise fiscal domina o primeiro confronto
A dívida de Minas com a União foi um dos principais pontos de convergência do debate, embora as soluções apresentadas tenham sido distintas. O Estado tem uma dívida estimada em cerca de R$ 206 bilhões, sendo mais de R$ 160 bilhões com a União. Cleitinho defendeu negociação com o próximo presidente, enquanto Kalil atacou benefícios fiscais e Simões responsabilizou o governo federal pela situação.
Politicamente, o debate também revelou movimentos relevantes. Cleitinho, líder da pesquisa Genial/Quaest de julho com 35%, procurou preservar uma imagem conciliadora e declarou apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência. Roscoe, candidato do PL ao governo, adotou postura mais discreta. Kalil, Gabriel e Simões partiram para o confronto direto.
O resultado foi um debate que apresentou menos consenso sobre o futuro de Minas e mais sinais sobre a estratégia de cada candidatura. As discussões sobre mineração, segurança, privatizações, IPVA e infraestrutura deram espaço a ataques pessoais, especialmente entre Kalil e Simões. No encerramento, o confronto entre Kalil e Gabriel subiu de tom e levou ao corte do microfone. Para uma eleição ainda no início, o episódio indica que a disputa pelo Palácio Tiradentes tende a ser marcada tanto pelo conteúdo das propostas quanto pela batalha para ocupar o centro do eleitorado mineiro.
