A LMG-833, entre Itaverava e Lamim, é o trecho em situação mais atrasada entre as rodovias discutidas em audiência pública nesta quinta-feira (13), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) informou que ainda não existe projeto executivo para a obra e que o edital para contratar sua elaboração deve ser lançado em até 30 dias. A precariedade da estrada, marcada por buracos profundos, valetas e pontos quase intransitáveis, foi alvo de cobranças de moradores e autoridades.

A audiência foi promovida pela Comissão de Participação Popular da ALMG e reuniu representantes do governo estadual, lideranças comunitárias e autoridades dos municípios afetados. O prefeito de Lamim, Waldiney Campos, destacou que a rodovia é importante para o escoamento da produção agropecuária, especialmente leite e mel. Segundo ele, a população reconhece a transferência da manutenção para o Estado, mas cobra uma solução definitiva com a pavimentação do trecho.
Promessas e prazos voltam ao centro da cobrança
O gerente de Obras de Construção do DER-MG, Leandro Guimarães, apresentou a situação dos quatro trechos discutidos. Segundo ele, a obra entre Catas Altas e Fonseca deve ter o projeto executivo concluído no segundo semestre. Entre Fonseca e Alvinópolis, o andamento é mais lento. No trecho de 36 quilômetros entre Caputira e Raul Soares, apesar da contratação da empresa, ainda não há projeto. Já entre Nacip Raydan e Marilac, pendências técnicas atrasaram a conclusão do projeto, também prevista para este semestre.
No caso da LMG-833, moradores relataram dificuldades provocadas pela falta de condições adequadas de tráfego. A estrada de terra apresenta buracos, erosões e valetas que comprometem a circulação, principalmente em períodos de chuva. Durante a reunião, também foram questionados anúncios anteriores do governo estadual sobre a liberação das obras. O deputado Leleco Pimentel, proponente da audiência, afirmou que os prazos divulgados não correspondem ao estágio informado pelo DER-MG. Como encaminhamento, ele solicitou que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas acompanhem o andamento das obras discutidas.
