Uma paciente oncológica faleceu nesta quinta-feira (13), em Conselheiro Lafaiete, após permanecer internada desde sábado (08) na UPA e aguardar, segundo familiares, uma transferência para Barbacena. Identificada como Vanda, ela enfrentava um quadro grave.
A demora para conseguir uma vaga provocou reação de familiares, que recorreram aos apelos a políticos da cidade, sem sucesso para uma transferência em tempo ágil. Ontem familiares divulgaram um pedido de ajuda nas redes sociais para conseguir a transferência. A sobrinha pediu apoio ao prefeito, vereadores e representantes dos governos municipal e estadual. “Não queremos privilégios. Queremos atendimento, cuidado e dignidade”, disse. Leandro Chagas afirmou, em mensagem nas redes sociais, ter procurado o governo de Minas para solicitar a liberação da vaga.
O caso chegou à Câmara Municipal quinta-feira (13), onde parlamentares lamentaram a morte e o novo sistema de transferência médica do Governo do estado, o CORE, além de cobrarem providências para ampliar o acesso ao tratamento contra o câncer em Lafaiete.
Articulação política
Uma maior articulação política para que o lafaietense receba na cidade o tratamento oncológico voltou ao centro da discussão. Vereadores relataram as décadas de espera e a morosidade para que isso ocorra. Os aportes financeiros por meio de emendas parlamentares para a implantação do centro de tratamento oncológico no prédio da antiga policlínica, já anunciado pelo prefeito Leandro Chagas foram citados. Segundo alguns depoimentos, o problema não seria apenas a falta de recursos, reiterando a dependência de Barbacena, hoje destino de vários pacientes para tratamento.
