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Mau cheiro persiste e moradores de Lafaiete cobram solução para ETE Bananeiras

10 de agosto de 2026
in Lafaiete
Mau cheiro persiste e moradores de Lafaiete cobram solução para ETE Bananeiras

Foto: ALMG

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Moradores de Conselheiro Lafaiete voltaram a cobrar uma solução para o mau cheiro provocado pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Bananeiras, no bairro Cidade Satélite. O problema foi debatido nesta segunda-feira (10), em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo os relatos, o odor, associado à emissão de gás sulfídrico, afeta a qualidade de vida, provoca constrangimento, prejudica o comércio e contribui para a desvalorização de imóveis.

Mau cheiro da ETE Bananeiras em Lafaiete gera cobrança e pressão na ALMG

Em funcionamento desde 2010, a estação acumula reclamações há 16 anos. Moradores relataram problemas respiratórios e disseram evitar receber familiares e amigos em casa por causa do cheiro, que se intensifica principalmente à noite e no inverno, conforme as condições climáticas. Laudos, ações judiciais e acordos anteriores registraram a permanência do problema. Um novo laudo, produzido em agosto de 2026, apontou potencial contínuo de geração de odor na área de influência da ETE.

Copasa prevê modernização a partir de 2028

A Copasa anunciou investimento de R$ 36,8 milhões na modernização da estação. As obras estão previstas para começar em 2028 e terminar em 2030. Durante a audiência, moradores questionaram o prazo e também demonstraram preocupação com a possível ampliação dos leitos de secagem de lodo. O deputado Lucas Lasmar, autor do pedido da audiência, criticou a previsão e defendeu a análise de alternativas para o problema. O vereador Pastor Angelino, idealizador do debate ressaltou que: “O sentimento é de ser enganado pela Copasa. Os moradores sempre pagam a conta”.

Representantes da Copasa informaram que a empresa firmou parceria com a UFMG para medir os odores com sensores e estudar medidas de redução. A companhia também prevê alterar o sistema de tratamento, atualmente anaeróbio, para um processo aeróbio, com maior oferta de oxigênio às bactérias. Segundo a empresa, a mudança deve impedir a formação de gás sulfídrico durante a decomposição da matéria orgânica. A Arsae-MG informou que já fiscalizou a unidade e pretende realizar nova inspeção.

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