O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Conselheiro Lafaiete (COMPHAP) aprovou, em reunião extraordinária na sexta-feira (7), o tombamento da antiga Escola Meridional, no Morro da Mina. A proteção inclui também o entorno do imóvel, construído há mais de um século.
A preservação do prédio ganhou força diante da informação de que a empresa responsável pela extração de manganês pretende instalar um depósito de minério no local. Familiares de Serafim Sanna, fundador da escola em 1915, também se mobilizaram pela proteção do patrimônio, que conta ainda com manifestações favoráveis de órgãos ligados ao meio ambiente.
A discussão se arrasta desde 2021, quando o próprio COMPHAP já havia decidido pela proteção do imóvel. Na ocasião, a Comissão de Tombamentos, Inventários e Demolições determinou que o município adotasse os procedimentos legais para efetivar a proteção, mas o processo não avançou.

Com a nova decisão, a Prefeitura de Conselheiro Lafaiete deverá dar continuidade aos procedimentos. O posicionamento será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e à Secretaria Municipal de Cultura, que terá até 180 dias, prorrogáveis por igual período, para apresentar estudo técnico e parecer que subsidiem o tombamento definitivo.
A área também pode ter relevância arqueológica. Segundo informação recebida pelo presidente do COMPHAP, o historiador Luiz Otávio da Silva, existem seis sítios arqueológicos nas proximidades da Escola Meridional que estariam em estudo pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A informação ainda precisa ser confirmada documentalmente junto ao órgão.
