domingo, agosto 9, 2026
  • Sobre
  • Política de privacidade
Fato Real
SENAC AGOSTO
SENAC JULHO MBA
VALE
UNIPAC
SICREDI
SENAC
Hemolab
  • Home
  • Notícias
    • Gerais
    • Lafaiete
    • Regional
    • Polícia
  • Empregos & Concursos
  • Obituário
  • Contato
No Result
View All Result
Fato Real
No Result
View All Result

20 anos da Lei Maria da Penha e a violência persiste

Agosto Lilás expõe violência que ainda invade lares

8 de agosto de 2026
in Destaque, Lafaiete
Emendas impositivas ampliam poder político do Legislativo
Share on FacebookShare on Twitter

EDITORIAL | FATO REAL

Agosto chegou vestido de lilás. Mas, em Conselheiro Lafaiete, a cor da campanha já ganhou um significado dolorosamente concreto.

No mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher, a enfermeira Natália, decidiu mostrar o próprio rosto depois de, segundo seu relato, ser brutalmente agredida pelo companheiro. As agressões teriam acontecido dentro de casa e na presença do filho do casal, de apenas um ano.

Segundo Natália, o homem quebrou seu celular para impedir o pedido de socorro, a agrediu e a arrastou para a rua. A intervenção de vizinhos teria interrompido a violência. Depois, vieram novas intimidações. Ela registrou ocorrência e pediu medida protetiva.

O caso chama atenção justamente porque acontece no momento em que o Brasil completa 20 anos da Lei Maria da Penha. Duas décadas depois, a pergunta continua incômoda: quantas mulheres ainda precisam apanhar para que a proteção chegue antes da agressão?

A Lei Maria da Penha avançou. E continua sendo aperfeiçoada. Somente em 2026, novas mudanças legais ampliaram mecanismos relacionados à proteção das vítimas, à retratação e ao monitoramento eletrônico de agressores.

Mas lei nenhuma funciona sozinha.

É preciso polícia preparada, Judiciário atento, rede de assistência funcionando, medidas protetivas fiscalizadas e políticas públicas permanentes. E também é preciso que vizinhos, familiares e amigos entendam que violência doméstica não é problema de casal. É crime.

O Agosto Lilás não pode ser apenas uma campanha com cartazes, discursos e iluminação de prédios públicos. Se a violência continua acontecendo dentro das casas, o compromisso precisa continuar depois que o calendário virar.

E talvez a principal mensagem esteja no rosto de Natália: romper o silêncio exige coragem. Mas impedir que uma agressão termine em tragédia exige que a sociedade também tenha coragem de agir.

Porque amor não quebra celular para impedir um pedido de socorro. Amor não espanca. Amor não ameaça. E definitivamente não transforma a própria casa em lugar de medo.

UniFASar

ERM



Ponto de Partida

Fato Real

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

  • Sobre
  • Política de privacidade

Siga nossas redes

No Result
View All Result
  • Home
  • Destaque
  • Lafaiete
  • Empregos & Concursos
  • Gerais
  • Polícia
  • Obituário
  • Regional

Copyright © 2026 Fato Real Desenvolvido por KONSTRUKTAPP.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.