O retorno de aproximadamente 13 mil estudantes às 47 escolas da rede municipal de Conselheiro Lafaiete, nesta segunda-feira (03), marca o início do segundo semestre letivo e recoloca em evidência dois desafios da cidade: o aumento do trânsito nas proximidades das unidades de ensino e a permanência do fechamento da Escola Municipal Professor Luiz Radamés de Araújo.
A Secretaria Municipal de Educação anuncia escolas preparadas para receber os alunos, mas as famílias seguem sem acesso ao prédio construído no bairro Siderúrgico. Para o retorno das aulas, a Prefeitura realizou serviços de dedetização, desratização, limpeza de caixas d’água, abastecimento da merenda escolar e distribuição de materiais. Também foram reforçadas ações voltadas à educação inclusiva e ao planejamento pedagógico. Nas ruas, porém, a rotina voltou a ser marcada por congestionamentos, filas duplas, estacionamento irregular e dificuldades na circulação de veículos nos horários de entrada e saída dos estudantes.
A situação da Escola Luiz Radamés permanece sem solução. Interditada desde 2025 por problemas estruturais, a unidade continua fechada, apesar da previsão inicial de que a transferência dos alunos seria temporária. O relatório final da CPI das Obras, que aponta falhas na execução do empreendimento, deverá ser lido em plenário nesta semana e encaminhado ao Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas de Minas Gerais, Prefeitura e demais órgãos competentes para apuração de responsabilidades e eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Na última semana, moradores do bairro Siderúrgico, acompanhados pela vereadora Gina Costa, recorreram ao Ministério Público em busca de providências. O grupo apresentou o caso à promotora Liliale Ferrarezi Fagundes, que atua na defesa dos direitos coletivos relacionados à educação, infância, pessoas com deficiência e idosos. A reabertura da escola e a melhoria da mobilidade no entorno das unidades de ensino permanecem entre as principais cobranças da comunidade neste início de semestre.
