A disputa entre a Câmara Municipal e a Prefeitura de Capela Nova ganhou um novo capítulo. Em nota oficial divulgada na segunda-feira (13), o Legislativo contestou as declarações do prefeito Charles Lopes Moreira sobre o projeto que trata do transporte de moradores da zona rural durante as festividades do município. A Câmara afirma que as emendas apresentadas não impedem a oferta do serviço, mas estabelecem critérios para garantir segurança, organização e fiscalização no deslocamento dos passageiros.
Segundo o documento, as alterações propostas incluem cadastro prévio dos interessados, limite de ocupação dos veículos, planejamento da operação com antecedência mínima de sete dias e acompanhamento do Conselho Tutelar quando houver transporte de crianças e adolescentes. Para os vereadores, essas exigências representam procedimentos básicos de gestão pública e têm como finalidade evitar superlotação, improvisos logísticos e riscos nas estradas rurais. A Câmara sustenta que o objetivo sempre foi assegurar que o transporte ocorra dentro das normas de segurança e da legislação vigente.
Na nota, o Legislativo também atribui a polêmica à falta de planejamento da administração municipal. Os vereadores afirmam que o Executivo encaminhou o projeto em caráter de urgência alegando necessidade de estudos contábeis e, posteriormente, responsabilizou a Câmara pela ausência do transporte durante a Festa do Capelanovense. O documento ainda questiona a participação do secretário municipal de Cultura, apontado como parente do prefeito, e afirma que a situação confronta os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. As declarações fazem parte do posicionamento institucional da Câmara e refletem o entendimento do Legislativo sobre o episódio.
O impasse ocorre em meio à realização da Festa do Capelanovense, evento tradicional que reúne moradores da cidade e das comunidades rurais. A Prefeitura já havia atribuído à rejeição das emendas a impossibilidade de oferecer o transporte gratuito aos moradores da zona rural. Agora, a Câmara reafirma que permanece aberta à aprovação de projetos que atendam ao interesse público, desde que respeitem critérios de legalidade, planejamento e segurança para a população.
