A pequena Luiza Oliveira Gomes, moradora do bairro Rosário, em Congonhas, enfrenta uma corrida contra o tempo para iniciar um tratamento experimental nos Estados Unidos que pode mudar o curso de uma doença neurodegenerativa extremamente rara. Selecionada para receber uma terapia gênica em estudo na cidade de Dallas, a menina precisa viajar até o fim deste mês, mas a família ainda tenta arrecadar recursos para custear a permanência no exterior.
Luiza foi diagnosticada com SPG50, uma condição genética que afeta menos de 100 crianças em todo o mundo. No Brasil, apenas três casos são conhecidos. Ainda nos primeiros meses de vida, ela apresentava atraso no desenvolvimento, sem conseguir sentar, engatinhar ou falar. Com o crescimento, surgiram dificuldades de cognição, coordenação motora, equilíbrio e comunicação, até a confirmação do diagnóstico após uma longa investigação.
Segundo a mãe, Janine Cristina de Oliveira, a medicação foi viabilizada graças à campanha realizada pela família do menino Dudu, que arrecadou recursos para o tratamento de outras crianças com a mesma doença. Após uma das vagas não ser utilizada, Luiza foi incluída entre os pacientes que receberão a terapia. No entanto, todas as despesas com viagem, hospedagem e permanência em Dallas por cerca de quatro a cinco meses são de responsabilidade da família, que ainda não conseguiu reunir o valor necessário para o embarque.
Para tentar viabilizar a viagem, a família iniciou uma campanha de arrecadação e pede a colaboração da comunidade. As doações podem ser feitas por qualquer valor via Pix pela chave 31 99708-9064, em nome de Janine Cristina de Oliveira. A contribuição será destinada ao custeio das despesas necessárias para que Luísa chegue aos Estados Unidos dentro do prazo previsto para o início do tratamento.
