O pré-candidato ao Senado pelo PP, Marcelo Aro afirmou que manterá o diálogo com Mateus Simões, mas descartou qualquer possibilidade de dividir o mesmo palanque com o senador Carlos Viana, a quem classificou como uma decepção política. A declaração expõe um impasse que pode influenciar a composição das alianças para as eleições no estado, com reflexos para toda a base governista.
Segundo Marcelo Aro, o entendimento entre a federação União Brasil-PP e Simões estava praticamente consolidado antes da filiação de Carlos Viana ao PSD. O pré-candidato afirmou que a estratégia prevê a troca de tempo de propaganda eleitoral entre os partidos para fortalecer as campanhas ao governo e ao Senado, mas sustentou que cabe aos articuladores da entrada de Viana no PSD resolver o conflito político criado.
O embate ocorre em um momento de desgaste para Carlos Viana. O senador também enfrenta questionamentos relacionados ao envio de recursos parlamentares para a Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha. Em março deste ano, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou o aprofundamento das apurações sobre cerca de R$ 3,6 milhões destinados à entidade, ao considerar insuficientes os esclarecimentos apresentados sobre a rastreabilidade dos repasses
Em outra frente, veio à tona que Viana utilizou R$ 25 mil da cota parlamentar do Senado para contratar a TV Serra Geral, emissora vinculada ao mesmo grupo responsável pela Fundação Oásis, sob a justificativa de divulgação de atividades do mandato.
O senador afirma que todas as despesas são públicas, fiscalizadas pelos órgãos competentes e realizadas dentro da legalidade. Enquanto isso, o confronto com Marcelo Aro amplia as incertezas sobre a formação da chapa governista em Minas e evidencia que a disputa pelo Senado tende a ser um dos principais focos de tensão da sucessão estadual.
