A substituição do Sistema SUSFácil pela Central de Regulação de Ofertas de Cuidados à Saúde (Core-MG) será debatida em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (1º), às 16h, no Plenarinho I. O tema tem reflexos para municípios de todo o estado, incluindo Conselheiro Lafaiete e cidades da região, que dependem da regulação estadual para encaminhamentos de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A reunião foi solicitada pela Bella Gonçalves após relatos de gestores municipais, trabalhadores da saúde, pacientes e entidades representativas sobre dificuldades registradas com a mudança do sistema.
Segundo o requerimento da audiência, a substituição do SUSFácil pela Core-MG levanta preocupações sobre possíveis impactos na organização da assistência, especialmente nos atendimentos de urgência e emergência. A parlamentar argumenta que falhas operacionais podem comprometer o acesso aos serviços de saúde, ampliar desigualdades entre os municípios e provocar atrasos nos encaminhamentos de pacientes.
Entre os problemas apontados estão dificuldades de integração do novo software com outros sistemas, desaparecimento de vagas, seleção automática de pacientes e encaminhamentos para unidades distantes do município de residência. A implantação da plataforma teria custado R$ 23 milhões e, conforme relatos apresentados em audiências públicas e visita técnica, ainda enfrenta inconsistências operacionais. As comissões de Saúde, Participação Popular e Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG acompanham o tema desde o ano passado e alertam para possíveis violações aos princípios de descentralização, transparência e controle social previstos no SUS.
Já confirmaram presença o diretor de campanhas do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Samuel Pires de Moraes Teixeira, além de representantes de conselhos profissionais e gestores da área da saúde. O objetivo da audiência é reunir informações sobre os impactos da implantação da Core-MG e discutir medidas para garantir o funcionamento da regulação estadual e a continuidade do atendimento aos usuários do SUS.
