A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Gustavo Dutra Lima, investigado pela morte de Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos, em Barbacena. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (29), durante o plantão forense, após manifestação do Ministério Público de Minas Gerais, que apontou a gravidade do crime e a necessidade de preservar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
A audiência de custódia foi realizada na manhã desta segunda-feira. Na decisão, o juiz Alanir Hauck Rabeca acolheu o pedido apresentado pelo promotor de Justiça Vinícius de Souza Chaves. Segundo o Ministério Público, há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do crime, investigado como feminicídio ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar. A defesa do investigado é realizada pelo advogado Marcelo Chaves.
Conforme a manifestação do Ministério Público, a vítima teria sido atingida por mais de uma centena de golpes. O órgão também destacou que, após o crime, o suspeito deixou Barbacena e foi localizado em Bom Jardim de Minas durante perseguição policial. Para a Promotoria, essas circunstâncias reforçam o risco à aplicação da lei penal e justificam a manutenção da prisão.
O Ministério Público sustentou ainda que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade concreta dos fatos, da fuga do investigado e da necessidade de resguardar a ordem pública. Com esses fundamentos, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, permitindo a continuidade das investigações enquanto o suspeito permanece detido.
Fonte: BarbacenaOnline
