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PF indicia 34 por esquema de mineração ilegal em Minas

29 de junho de 2026
in Polícia
PF indicia 34 por esquema de mineração ilegal em Minas

Operação Rejeito aponta organização criminosa em mineradoras.

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A Polícia Federal indiciou 34 pessoas investigadas na Operação Rejeito por suspeita de integrar uma organização criminosa voltada à exploração irregular da mineração em Minas Gerais. O relatório final do inquérito, concluído na última quinta-feira (25), aponta um esquema que reunia crimes ambientais, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, fraudes administrativas e falsidade documental para viabilizar empreendimentos de mineração de ferro e manganês em áreas protegidas do estado.

Entre os indiciados estão os empresários Alan Cavalcante do Nascimento, Helder Adriano de Freitas e o ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages, apontados pela investigação como integrantes da liderança do grupo. Também foram indiciados servidores públicos estaduais e federais suspeitos de favorecer a organização por meio da manipulação de licenças ambientais, títulos minerários, pareceres técnicos e decisões de colegiados responsáveis por autorizações para exploração mineral.

Segundo a Polícia Federal, a estrutura criminosa começou a se consolidar após a Operação Poeira Vermelha, deflagrada em 2020, e passou a operar por meio de uma rede com mais de 40 empresas ligadas ao setor mineral. A investigação aponta que essas empresas eram utilizadas para ocultar patrimônio, dissimular receitas e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários das atividades. Mesmo após as primeiras ações policiais, o grupo teria reorganizado empresas e movimentações financeiras para manter o funcionamento do esquema.

O inquérito também descreve um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro, com uso de empresas interpostas e registros societários paralelos para ocultar os controladores reais dos empreendimentos. Planilhas apreendidas indicam que o grupo projetava lucro líquido de R$ 3,8 bilhões para a empresa Fleurs Global, condicionado à continuidade da exploração em áreas da Serra do Curral, além de resultados estimados em R$ 133,3 milhões para o projeto MMF e R$ 375 milhões para o projeto Prisma.

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