A suspeita de um envenenamento em série de cães comunitários no distrito de Alto Maranhão, em Congonhas, ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (25) e segue provocando forte repercussão em toda a região.
Até o momento, 21 animais foram identificados com sinais de intoxicação. Desses, 18 morreram e três permanecem internados em clínicas veterinárias credenciadas pelo município. O caso também envolve o desaparecimento de cinco cães, fato que amplia as dúvidas sobre a extensão da ocorrência e aumenta a cobrança por respostas das autoridades.
Segundo a Prefeitura de Congonhas, a Gerência de Proteção e Defesa dos Animais foi acionada por moradores da travessa Joaquim Pinto após relatos de cães passando mal. Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas prestaram os primeiros atendimentos e encaminharam os animais sobreviventes para cuidados veterinários.
Em nota, o secretário João Luiz Lobo afirmou que o município comunicou imediatamente a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Ministério Público, além de registrar boletim de ocorrência. A administração municipal defende a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
A complexidade do caso tem dificultado a identificação de suspeitos. De acordo com a Polícia Militar, os animais foram encontrados em diferentes pontos do distrito, indicando que a ação pode ter ocorrido em mais de um local. As autoridade pedem a colaboração dos moradores, especialmente por meio do fornecimento de imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstruir a dinâmica dos acontecimentos e identificar possíveis autores.
Enquanto a investigação avança, cresce a indignação entre moradores, protetores independentes e entidades ligadas à causa animal. Os corpos dos cães passarão por necropsia e exames técnicos para determinar a substância utilizada e confirmar a causa das mortes. Os resultados serão encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação.
