A Câmara Municipal de Congonhas rejeitou, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 07/2026, que previa a implantação do sistema de estacionamento rotativo pago na região central da cidade. A proposta, de autoria do Executivo Municipal, precisava de maioria absoluta para ser aprovada, mas recebeu apenas seis votos favoráveis, impondo a primeira derrota legislativa ao governo neste mandato.
Durante a sessão, votaram favoravelmente ao projeto os vereadores Hélio Piu, Kate Bárbara, Eduardo do Maranhão, Eduardo Matozinhos, Galileu e Robertinho. Por outro lado, uma articulação liderada pelos vereadores Igor, Simonia e Mércio garantiu votos contrários suficientes para impedir a aprovação da matéria.
O projeto tinha como objetivo criar e regulamentar vagas de estacionamento rotativo na área urbana do município, medida que, segundo seus defensores, contribuiria para aumentar a rotatividade de veículos e facilitar o acesso às vagas no centro comercial. O tema, no entanto, dividiu opiniões entre moradores e comerciantes, gerando amplo debate nas redes sociais e entre usuários do sistema viário da cidade.
Entre os comentários registrados, parte da população defendeu a cobrança de uma tarifa de baixo valor para evitar que veículos permaneçam estacionados durante todo o dia, especialmente em áreas de grande movimentação. Já os críticos da proposta argumentaram que a população já enfrenta elevada carga de custos e que a criação de uma nova taxa representaria mais um encargo para os moradores. Também houve manifestações relacionando a falta de vagas ao uso prolongado dos espaços públicos por servidores e trabalhadores da região central.
