No Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, celebrado nesta quinta-feira (18), médicos reforçam o alerta para uma das características mais preocupantes da doença: a ausência de sintomas nos estágios iniciais. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deverá registrar cerca de 12 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028. O diagnóstico precoce é considerado decisivo para aumentar as chances de cura e preservar a função renal.
Segundo o médico Guilherme Canabrava, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), muitos pacientes descobrem o tumor durante exames de rotina realizados por outros motivos. Ele explica que, quando surgem sinais clínicos, como dor lombar, sangue na urina ou perda de peso sem causa aparente, a doença pode já estar em estágio mais avançado. Por isso, o acompanhamento médico regular e a realização de exames preventivos são fundamentais.
Entre os principais fatores de risco estão obesidade, tabagismo, hipertensão arterial, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de álcool. Grande parte dessas condições pode ser controlada por meio da adoção de hábitos saudáveis. A orientação dos profissionais de saúde é investir em uma rotina equilibrada, com alimentação adequada, prática de atividades físicas e monitoramento periódico da saúde.
O tratamento varia conforme o estágio do tumor. Nos casos identificados precocemente, é possível remover apenas a área afetada, preservando o restante do órgão. Já em situações mais avançadas, pode ser necessária a retirada completa do rim. Técnicas minimamente invasivas, como cirurgia robótica e laparoscópica, têm ampliado as opções terapêuticas, proporcionando recuperação mais rápida, menor tempo de internação e redução do desconforto pós-operatório.
