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Redução da jornada deve afetar poucos servidores em Minas

15 de junho de 2026
in Gerais
Redução da jornada deve afetar poucos servidores em Minas

Estudo aponta baixo impacto da jornada 5x2 nas prefeituras.

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O debate sobre a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção da escala 5×2 deve provocar impacto limitado nas prefeituras mineiras. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), que analisou 767.371 vínculos de trabalho nos municípios do Estado e constatou que 92,1% dos servidores e trabalhadores já cumprem jornadas de até 40 horas semanais.

O levantamento foi produzido pela Diretoria de Fiscalização Integrada e Inteligência (Suricato) do TCEMG em meio às discussões no Congresso Nacional sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da carga horária máxima de trabalho. Segundo o relatório, a realidade atual das administrações municipais indica que a maior parte dos contratos já está enquadrada dentro do limite previsto pela proposta, o que reduz a possibilidade de impactos amplos sobre a estrutura administrativa e as folhas de pagamento das prefeituras.

Na área da saúde, os médicos representam 14.806 vínculos, o equivalente a 1,92% do total analisado. Entre esses profissionais, 45,7% atuam em jornadas de até 20 horas semanais, cenário relacionado à possibilidade legal de acumulação de cargos e à contratação por plantões. Apenas 4,6% possuem carga horária superior a 40 horas. Já na educação, a situação é ainda mais distante do limite discutido na PEC. Entre os 174.491 professores das redes municipais, 69,8% trabalham entre 20 e 30 horas por semana, enquanto somente 1,7% exercem jornadas acima de 40 horas.

O maior percentual de cargas horárias superiores ao limite proposto está concentrado no grupo classificado como “outros vínculos”, que reúne funções como motoristas de ambulância, guardas municipais, coletores de lixo e técnicos de manutenção. Nesse universo de 578.074 registros, 55,4% trabalham entre 30 e 40 horas semanais, enquanto 9,9% ultrapassam a marca de 40 horas.

O diagnóstico do TCEMG reforça que a eventual aprovação da nova jornada deverá atingir uma parcela restrita do funcionalismo municipal mineiro, sem provocar alterações generalizadas nas administrações locais.

Fonte: TCEMG

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