O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conselheiro Lafaiete e Região, SINSERLAF, convocou os trabalhadores para uma Assembleia Geral Ordinária agendada para esta quinta-feira (22), às 19h, no Teatro Municipal.
Comunicado na rede social do sindicato informa que o momento será para discussão e tomada de decisões importantes, entre os assuntos estão greve e formas de execução do movimento. A convocação ocorre em meio a divergências entre o funcionalismo e a administração municipal, além de denúncias de salários defasados, sucateamento de prédios públicos e descumprimento de acordos judiciais.
O impasse ganhou força após a divulgação de notas públicas do sindicato criticando o reajuste salarial de 2026, considerado “ilusório” diante da inflação e do aumento do salário mínimo. Em comunicado divulgado em 30 de abril, véspera do Dia do Trabalhador, a entidade afirmou que a Prefeitura anunciou “0% de ganho real” aos servidores.
O sindicato também denuncia que trabalhadores continuam recebendo abaixo do salário mínimo sem a devida complementação salarial prevista judicialmente. Outro ponto levantado é a precariedade da estrutura de trabalho, com relatos de equipamentos defeituosos e prédios deteriorados, situação que, segundo a categoria, compromete o atendimento à população.
Reforma Administrativa
A tensão também envolve a proposta de reforma administrativa e a criação de um banco de horas pela Prefeitura. Segundo o SINSERLAF, o projeto original previa o fim do pagamento de horas extras em dinheiro. Após pressão da categoria, uma versão alterada foi aprovada em assembleia realizada em abril de 2025, preservando direitos trabalhistas. A versão foi enviada ao Executivo
Mais de um ano depois, o texto segue sem envio ao Legislativo Municipal. Para representantes sindicais, o engavetamento reforça o desgaste político entre servidores e governo. Nos bastidores, integrantes da categoria avaliam que o silêncio da administração tem ampliado o risco de paralisações em setores essenciais do serviço público.
