Os recentes episódios de violência, brigas e relatos de uso de drogas na Praça JK, em Congonhas, dominaram os debates da Câmara Municipal nesta terça-feira (19). Vereadores cobraram ações imediatas da Prefeitura nas áreas de segurança pública e assistência social, diante do aumento da sensação de insegurança na região central da cidade. Parlamentares também defenderam reforço na fiscalização, ampliação da presença da Guarda Municipal e medidas preventivas voltadas a jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Durante a sessão, o vereador Rodrigo Mendes (Podemos) apresentou requerimento solicitando informações sobre a situação do sistema de monitoramento Olho Vivo. Segundo ele, faltam investimentos e manutenção nos equipamentos instalados na cidade. O parlamentar afirmou que a população não se sente segura diante da ausência de ações mais efetivas do Poder Executivo. Já o vereador Robertinho (PSD) pediu a presença do secretário municipal de Segurança Pública e do tenente responsável pela Polícia Militar em Congonhas para esclarecimentos sobre os episódios registrados na Praça JK. A proposta foi aprovada pelo plenário.
A vereadora Kate Bárbara (Solidariedade) solicitou ainda a participação do Conselho Tutelar na reunião das comissões da Câmara, destacando a preocupação com a presença de menores no local. O presidente da Câmara, Averaldo Pereira (PL), classificou a situação da praça como crítica e informou que participou de uma reunião com representantes da Prefeitura, Polícia Militar, Guarda Municipal, Conselho Tutelar e CMDCA para discutir um plano de ação voltado ao enfrentamento do problema. Entre as medidas defendidas pelos parlamentares estão a fiscalização contínua na região central e o fortalecimento de políticas sociais integradas.
Nos debates, o vereador Dr. Gilmar Seabra (PV) defendeu ações conjuntas entre forças de segurança, comerciantes e projetos sociais para reduzir a violência e a ociosidade entre jovens. Heli Nascimento (Solidariedade) cobrou maior apoio da Assistência Social a projetos desenvolvidos por entidades da cidade. Igor Costa (PL) criticou a falta de políticas preventivas para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. Já Simônia Magalhães (PL) afirmou que os casos recentes refletem falhas nas áreas de segurança, saúde e assistência social, além de cobrar investimentos em câmeras de vigilância em pontos estratégicos de Congonhas.
