A Polícia Civil indiciou três pessoas por homicídio doloso qualificado após a morte de um visitante em um acidente, em um parque de diversões, em Itabirito. O caso aconteceu na noite de 11 de abril, quando um brinquedo conhecido como “minhocão” apresentou falha durante o funcionamento. Além da vítima fatal, outras duas pessoas sofreram ferimentos leves. Segundo a investigação, o proprietário do parque, o operador do equipamento e o responsável técnico assumiram o risco ao manter o brinquedo em atividade mesmo diante de problemas estruturais detectáveis.
De acordo com a Polícia Civil, os três investigados também foram indiciados por tentativa de homicídio doloso qualificado contra os demais ocupantes do brinquedo, na modalidade de dolo eventual. As conclusões do inquérito tiveram como base laudos periciais, interrogatórios, análises de documentos e provas técnicas reunidas ao longo das investigações. O delegado Marcelo Teotônio de Castro afirmou que o episódio não foi considerado uma fatalidade imprevisível, mas resultado de falhas que poderiam ter sido evitadas por quem tinha responsabilidade sobre a operação e manutenção do equipamento.
As investigações apontaram que o brinquedo apresentava uma falha estrutural progressiva, incompatível com condições seguras de funcionamento. Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão contra o engenheiro responsável pelo parque. Celulares, computadores e documentos foram recolhidos para análise. O investigado também passou a utilizar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
O inquérito já foi encaminhado à Justiça, que deverá analisar as denúncias e os desdobramentos do caso. O Minas Center Park atua como parque itinerante e estava instalado na área central de Itabirito no momento do acidente.
