Moradores da região do Paulo VI, em Conselheiro Lafaiete, denunciaram atrasos frequentes no transporte coletivo que atende estudantes e trabalhadores dos bairros mais distantes do centro da cidade. O relato ganhou repercussão após a estudante Larissa Grazi publicar um vídeo nas redes sociais cobrando providências do município. Segundo ela, o ônibus que tradicionalmente começava a circular por volta das 6h passou, em vários dias da semana, a iniciar o trajeto apenas após 6h40, comprometendo a chegada dos passageiros ao centro da cidade.

De acordo com a estudante, o problema se agravou em 2026. Ela afirma que, ao sair mais tarde e ainda percorrer todo o itinerário do bairro antes de seguir para a região central, o coletivo faz com que muitos alunos cheguem às escolas apenas após o início das aulas. Larissa relata que, em alguns casos, estudantes perdem o primeiro horário e até pontos qualitativos adotados por instituições de ensino para controle de pontualidade e frequência. A situação também afeta trabalhadores que dependem do transporte público para cumprir horários de entrada no emprego.
Outro ponto levantado pela moradora é a superlotação registrada nos veículos. Segundo ela, passageiros que utilizavam horários diferentes passaram a disputar o mesmo ônibus devido aos atrasos constantes. A consequência, conforme o relato, é o aumento do número de pessoas em pé e até usuários deixados para trás nos pontos por falta de espaço no coletivo. Larissa afirmou que somente nesta semana, até a quarta-feira (06), o atraso já havia ocorrido pelo menos duas vezes.
A estudante também criticou a ausência de tarifa zero para estudantes em Conselheiro Lafaiete. Ela comparou a situação do município com cidades vizinhas, como Ouro Branco, onde estudantes já contam com gratuidade no transporte coletivo. No vídeo, a moradora pediu apoio da população e do legislativo para ampliar a discussão sobre o transporte público e cobrar medidas que garantam regularidade no serviço oferecido aos bairros mais distantes da cidade.
