A exoneração do ex-secretário de Estado da Educação Rossieli Soares provocou repercussão política em Minas, após informação de que a saída do cargo ocorreu por decisão direta do governador Mateus Simões, com base em informações preliminares de uma investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado. A administração estadual negou que a exoneração tenha sido definida em comum acordo, como havia sido divulgado inicialmente pela assessoria do ex-secretário.
A decisão foi anunciada na noite de segunda-feira (27), e oficializada na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado. Em nota pública, o governo informou que os dados iniciais da apuração já foram encaminhados às autoridades competentes para adoção das medidas cabíveis, mas não detalhou o conteúdo da investigação. O Executivo também declarou que abrirá procedimento próprio para apurar a divulgação de uma nota atribuída indevidamente ao governo.
Após a exoneração, a assessoria de Rossieli Soares divulgou comunicado afirmando que a saída teria ocorrido de forma alinhada com o governo e motivada por questões pessoais. Em nova manifestação, ele afirmou que não teve acesso a qualquer informação preliminar da investigação e declarou que irá se pronunciar oficialmente após eventual comunicação formal, por meio de defesa jurídica.
Com a saída de Rossieli, o governo confirmou a nomeação de Gustavo Braga para assumir a Secretaria de Estado de Educação. Servidor de carreira desde 2013, ele passa a responder pela condução das políticas educacionais do estado em meio ao cenário de questionamentos e expectativa sobre os desdobramentos da investigação.
