A chegada do feriado de Tiradentes, celebrado na próxima terça-feira (21), reforça o valor histórico do trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora. A rodovia corta cidades que nasceram ao longo do antigo Caminho Novo, rota criada ainda no período colonial para ligar Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Durante o feriado, quando cresce o fluxo de viajantes interessados em conhecer essas localidades, o percurso ganha relevância não apenas para o deslocamento, mas também para a preservação da memória regional.
Muito antes da construção da rodovia, o Caminho Novo já desempenhava papel decisivo na circulação de riquezas e na ocupação do território mineiro. Ao longo desse trajeto surgiram núcleos urbanos que hoje são referências históricas, como Ouro Preto, Barbacena, Carandaí, Conselheiro Lafaiete, Cristiano Otoni, Ressaquinha, Oliveira Fortes, Santos Dumont, Ewbank da Câmara e Juiz de Fora. Nessas cidades, ainda são visíveis marcas do passado colonial na arquitetura, nas tradições culturais e na formação econômica local.
O simbolismo do Caminho Novo também está associado à memória de Tiradentes. Registros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional apontam que partes do corpo do líder da Inconfidência Mineira foram expostas ao longo dessa rota após sua execução, transformando o trajeto em um marco histórico para o país. Esse contexto fortalece o interesse turístico e cultural em torno da rodovia, especialmente durante o período do feriado nacional.
Atualmente, o trecho administrado pela concessionária EPR Via Mineira recebe monitoramento contínuo e serviços de apoio ao usuário. A estrutura inclui inspeção de tráfego, guinchos e ambulâncias disponíveis 24 horas. Segundo a concessionária, os investimentos em infraestrutura e atendimento buscam garantir segurança e apoiar o desenvolvimento econômico dos municípios que mantêm ligação direta com a antiga rota colonial.
