Após dias de espera e preocupação, o paciente Fábio da Silva Antônio, de 48 anos, conseguiu nesta segunda-feira (13), vaga para internação hospitalar em Conselheiro Lafaiete. Ele foi novamente atendido na UPA e, desta vez, recebeu encaminhamento para o Hospital e Maternidade São José, onde passará por tratamento adequado para controlar uma infecção grave no membro inferior.
A internação foi autorizada após avaliação médica realizada nos últimos atendimentos. A profissional responsável registrou o caso no sistema SUSFácil, procedimento que permitiu a transferência para unidade hospitalar com estrutura para acompanhamento contínuo.
O caso mobilizou familiares ao longo dos últimos dias. A família havia feito um apelo público diante do agravamento do quadro clínico. Fábio é diabético e possui histórico de complicações graves, incluindo amputação anterior, fator que eleva os riscos e exige cuidados permanentes.

Relatório médico emitido no dia 7 de abril apontou diagnóstico de pé diabético infectado, associado a linfedema e resposta limitada a ciclos anteriores de antibióticos. O documento indicava necessidade de avaliação em serviço de urgência e recomendava internação hospitalar para administração de antibióticos por via venosa, considerada essencial para conter o avanço da infecção.
Mesmo com indicação clínica, o paciente havia buscado atendimento na UPA durante a semana anterior, mas foi liberado devido à indisponibilidade de leitos hospitalares. A família tentou atendimento em outras unidades, mas recebeu orientação para retornar à UPA e aguardar a regulação pelo sistema público de saúde.
Durante o período de espera, familiares relataram agravamento do estado clínico. O membro afetado apresentava edema acentuado e alteração de coloração, sinais associados a possível comprometimento vascular e progressão da infecção. Até a manhã do último sábado (11), Fábio permanecia em casa aguardando vaga para internação.
O histórico médico do paciente reforça a gravidade do quadro. Ele já passou por amputação anterior em decorrência de trombose, o que aumenta o risco de novas complicações, incluindo a possibilidade de nova amputação caso o tratamento não seja realizado de forma adequada e em tempo oportuno.
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