Entre sexta-feira (10) e domingo (12), a cidade de Congonhas recebe a Festa Mineira da Culinária Quilombola, iniciativa que reúne gastronomia, cultura e memória das comunidades tradicionais de Minas Gerais. O evento será realizado no Centro Cultural da Romaria e tem organização da Prefeitura de Congonhas em parceria com o Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva.
A proposta da festa é valorizar a culinária tradicional quilombola e fortalecer a identidade cultural dessas comunidades. Ao todo, 24 comunidades participam do encontro, representando regiões como os vales do Jequitinhonha, Rio Doce, Paraopeba e Piranga, além da Zona da Mata, Centro-Oeste e Centro-Norte do estado.
Durante os três dias de programação, o público terá acesso a pratos preparados a partir de receitas tradicionais, transmitidas ao longo de gerações e marcadas pela influência africana. Entre os produtos disponíveis estarão doces, quitandas, hortaliças, rapaduras e bebidas artesanais, incluindo cachaças e licores. Também haverá comercialização de artesanato produzido pelas próprias comunidades, como balaios, peneiras e bordados, o que contribui para geração de renda e valorização do trabalho manual.
Além da gastronomia, o evento oferece uma agenda cultural diversificada. Apresentações musicais, danças tradicionais e manifestações culturais compõem a programação, trazendo ao público expressões artísticas diretamente dos quilombos. Oficinas abertas de culinária permitem aos visitantes conhecer técnicas e ingredientes utilizados nas receitas tradicionais, promovendo uma experiência prática e educativa.
Outro destaque da programação são as rodas de conversa e exibições audiovisuais voltadas ao debate sobre memória, identidade e territorialidade. Esses encontros reúnem lideranças quilombolas e participantes interessados em compreender a história e os desafios enfrentados por essas comunidades.
A abertura oficial ocorre na sexta-feira, às 19 horas, com apresentação da Folia de Reis da Comunidade Quilombola de Santa Quitéria. No sábado (11), o público poderá participar de visitas mediadas ao Museu de Congonhas e ao Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, além do lançamento do livro “Liberdade, Negrada! Dois séculos de resistência à escravidão na cidade dos profetas e região”. Já o domingo, será marcado por apresentações culturais, incluindo grupos de dança quilombola e rodas de samba tradicional.
