A Defensoria Pública de Minas Gerais definiu, na sexta-feira (27), a lista tríplice para a escolha do novo comando do órgão. A relação será enviada ao governador Mateus Simões, nesta segunda-feira (30). Ele terá 15 dias para indicar quem assumirá a chefia pelos próximos dois anos.
Os nomes mais votados foram Caroline Loureiro Goulart, com 426 votos, Nikolas Katopodis, com 316, e Marcos Lourenço Capanema, que recebeu 175 sufrágios. Ao todo, 741 defensores participaram da eleição interna.
Caroline Goulart chega como a mais votada e tem ligação com a atual gestão. Defensora há 21 anos, atuava até o início do mês como chefe de gabinete da Defensoria Pública-Geral. Sua área de atuação é a Defensoria das Fazendas Públicas, com foco em saúde.
Marcos Capanema está há 11 anos na instituição e trabalha na área da infância e juventude em Contagem. Nikolas Katopodis tem 14 anos de carreira e atua em execução penal na cidade de Betim.
O processo atual reflete uma mudança implementada em 2003. Até então, o governador indicava livremente o defensor público-geral. Com a nova regra, a eleição interna passou a definir os nomes que disputam o cargo, ampliando a participação da categoria.
A escolha do novo comando ocorre às vésperas do fim da gestão de Raquel Costa Dias. O resultado final deve definir o rumo da instituição no próximo biênio, em áreas como acesso à Justiça, saúde e execução penal.
