Uma criança de apenas três anos está internada no Hospital e Maternidade São José, em Conselheiro Lafaiete, aguardando transferência para uma unidade pediátrica especializada em Belo Horizonte ou outra cidade de referência. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais.
Segundo informações, o menino deu entrada no Hospital São Vicente há cerca de 15 dias, após sofrer uma queda que resultou em traumatismo craniano. Três dias depois do acidente, passou a apresentar confusão mental e fraqueza no lado direito do corpo.
Diante da evolução do quadro, ele foi transferido há aproximadamente quatro dias para o Hospital e Maternidade São José, onde permanece internado enquanto aguarda uma vaga em hospital com especialista em neurologia pediátrica.
O médico neurologista que acompanha a criança na Maternidade São José, Igor Franco, informou ao Fato Real na manhã deste domingo (1º) sobre a situação clínica do paciente e as medidas adotadas até o momento. De acordo com o profissional, exames de imagem foram realizados de forma seriada e a criança se encontra estável, sem sinais de progressão ou aumento.
Conforme o médico, não há indicação de intervenção neurocirúrgica neste momento, devido à estabilidade clínica e radiológica. Ainda de acordo com informações médicas, a criança está acordada, alimenta-se adequadamente e não há sinais de agravamento neurológico agudo. Também não há quadro infeccioso ativo ou febre atualmente.
Entretanto, a criança apresenta sequela motora em hemicorpo direito decorrente do trauma, necessitando de acompanhamento pediátrico especializado e início de processo de reabilitação motora multidisciplinar. Por essa razão, foi devidamente cadastrada no sistema de regulação do SUS para transferência a unidade hospitalar pediátrica de referência, onde poderá receber assistência mais adequada ao seu perfil etário e às suas necessidades de reabilitação.
O médico reforçou que a necessidade de transferência não está relacionada a risco iminente de morte ou instabilidade clínica. “O paciente foi e permanece sendo assistido de forma adequada pelas equipes médicas e de enfermagem das unidades envolvidas, encontrando-se em boas condições clínicas enquanto aguarda a disponibilização de vaga em unidade pediátrica de referência, conforme fluxo regulatório do sistema público de saúde.
(*) Matéria atualizada em 02/03
