As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira já provocaram 47 mortes e deixaram dezenas de pessoas desaparecidas. O balanço foi atualizado nesta quarta-feira (25) pelas autoridades que atuam nos resgates. Ao todo, 208 vítimas foram retiradas com vida das áreas de risco.
A cidade mais afetada é Juiz de Fora, onde 41 óbitos foram confirmados. Entre as vítimas localizadas nas últimas horas, uma estava no bairro Paineiras, três no Esplanada e uma na Vila Ideal. O município também concentra o maior número de desaparecidos.
Em Ubá, seis mortes foram registradas e duas pessoas seguem desaparecidas. Já em Matias Barbosa, não há óbitos nem desaparecidos até o momento.
Diante do cenário de destruição, uma força-tarefa com 125 bombeiros atua em três cidades. São 62 militares mobilizados em Juiz de Fora, 49 em Ubá e 14 em Matias Barbosa. As equipes mantêm nove frentes de trabalho simultâneas, concentradas em áreas com registros de deslizamentos e soterramentos.
Segundo a Defesa Civil de Juiz de Fora, o município contabiliza 772 ocorrências relacionadas às chuvas. Entre os principais registros estão 459 escorregamentos de talude, 75 ameaças de deslizamento e 42 pontos de alagamento. O número de desalojados e desabrigados chega a 3.500 pessoas, conforme a prefeitura.
Escolas municipais foram transformadas em bases de apoio para recebimento de doações. A prioridade, neste momento, é atender famílias que perderam casas, móveis e documentos. Alimentos não perecíveis, água potável, roupas e produtos de higiene estão entre os itens mais solicitados.
A Defesa Civil orienta moradores de áreas de encosta a deixarem suas residências ao menor sinal de rachaduras, inclinação de árvores ou estalos nas estruturas. O solo encharcado eleva o risco de novos deslizamentos.
As buscas continuam. O trabalho é intenso e não tem horário para terminar. Enquanto isso, a região contabiliza perdas, enfrenta a dor e tenta reconstruir o que a chuva levou em poucas horas.
